quinta-feira, 5 de abril de 2012

1000 visualizações

Oi, pessoal. Que delícia saber que hoje completaram 1000 visualizações. Espero poder estar ajudando muita gente colocando as idéias das vivências que tenho, que tive e as que terei. É muito agradável saber que mesmo a distância podemos nos comunicar, clarear os pensamentos ou mesmo apenas provocá-los.

Fazer um ser humano pensar é algo magnífico, grandioso. Agradeço aos amigos do Brasil e aos que estão espalhados pelo mundo vendo as postagens, estou acompanhando daqui com muita alegria. Cerca de 200 pessoas estão acompanhando fora do Brasil.  Solicito que, se possível, é claro, que vocês coloquem os comentários, pois para quem escreve fica difícil saber se está interessante ou não, se querem dar sugestões fiquem bem à vontade.

 Vocês estão me dando um bonito presente de Páscoa com essas visualizações e me auxiliando a compartilhar o material.  Quando a gente faz as coisas com o coração, acredito que é mais tranquilo de se alcançar os outros. E tenham a  plena certeza, escrevo esse blog com todo meu coração. Cada linha, cada palavra é posta pensando nos detalhes que poderão lhes acrescentar. A vida é um caminho de aprendizagens a cada segundo, uns aproveitam as lições, outros sequer abrem a página. Cabe a cada um a escolha do que querem fazer, temos o livre arbítrio.Agradeço aos meus familiares, amigos, manas espirituais, por todo apoio para escrever esse material.

(...) nós olhamos muito; olhamos através de lentes, telescópios, televisão... O nosso olhar torna-se aperfeiçoado dia a dia – mas nós vemos cada vez menos. Nunca foi tão urgente falar sobre ver. Cada vez mais aparelhos e objetos, de câmeras a computadores, de livros de arte a videoteipes, conspiram para assumir o controle do nosso pensar, do nosso sentir, do nosso experienciar, do nosso ver. Nós simplesmente assistimos, somos espectadores... Somos “sujeitos” que olham “objetos”. Rapidamente colocamos rótulos em tudo que existe, rótulos que são grudados uma vez para sempre. Através destes rótulos reconhecemos tudo, mas não vemos mais nada. Conhecemos os rótulos de todas as garrafas, mas não provamos nunca o vinho. Milhões de pessoas, sem o prazer de ver, zunem pela vida em seu semissono, batendo, chutando e matando o que mal conseguiram perceber. Eles jamais aprenderam a ver, ou esqueceram que o homem tem olhos pra ver, para experienciar.
OAKLANDER    

domingo, 18 de março de 2012

O CUIDADO COM OS MANDATOS ESTABELECIDOS

 Estava pensando o quanto Emilia Ferreiro foi profunda na sua reflexão:
"Um dos maiores danos que se pode causar a uma criança é levá-la a perder a confiança na sua própria capacidade de pensar" (Emilia Ferreiro)
 Psicopedagogicamente analisando essa fala, Ferreiro está também se referindo aos mandatos instituídos pelas pessoas, mesmo que de forma não verbal, mas o significado do qual estão imbuídos.
Todo ser humano molda seu perfil, a forma como se auto percebe baseado nas reações que as outras pessoas têm dele próprio, ou como a própria pessoa assim é capaz de analisar. Por aí permeiam os olhares, os trejeitos, os gestos, as palavras, os "não ditos", entre outros. 
E a própria caligrafia dos sujeitos está incluída nesses mandatos. A letra que fazemos traduz muito do que somos, basta parar para dar uma olhadinha. Isso conversaremos num próximo momento.
O ato de chamar alguém para conversar, dependendo da forma como é feito, já pode desencadear uma culpa danada, sem que o sujeito tenha aprontado algo. Supondo que a pessoa fosse chamar, dizendo: Fulano, venha aqui agora!!(dependendo do olhar, traduz: estás ralado, te peguei! e quem recebe o olhar já pensa: "Meu Deus, o que foi que eu fiz?".  Se a pessoa estava sendo chamada para dar uma explicação por exemplo de alguma atividade, é provável que aconteça ali um bloqueio e nem lembrar como fez.  Agora, se disser: "Fulano, dê um pulo aqui, vamos trocar umas idéias!" -Isso já se processa de forma diferente para quem ouve, exemplo: o prof, ou o adulto que o chama está querendo um diálogo, não está me chamando para me xingar, o que permite que o pensamento tenha chance de ir além e se sentir útil e participativo. Esse processo funciona muito bem, e é absolutamente simples, é uma questão de bom senso, apenas isso!!
Por isso os mandatos estabelecidos nos meios nos quais a criança está inserida, muitas vezes são o carro chefe para que isso aconteça. Tudo o que se diz para um sujeito,seja ele criança, jovem ou adulto vai lhe atribuir coragem ou não de acreditar que possui potencial para atingir seus objetivos!!

sábado, 17 de março de 2012

DICAS PARA PAIS E PROFS. LIDAREM COM CRIANÇAS QUE TEM DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO

Observar é a alma do negócio. Se sabemos que temos uma criança com DDA, é imprescindível fazermos o seguinte:

1)Essa criança precisa sentar-se bem na frente, próximo ao professor.

2)Ao elaborar atividades em folhinhas, cuide para que o número de exercícios não seja extenso. Muitas vezes o mesmo número (10 exercícios por exemplo, que uma criança que não tenha dificuldade de concentração consegue resolver com tranquilidade), para aquele que se distrai é mais interessante que receba 5 exercícios de tipos diferentes, ao invés de aprender por repetição fazendo os 10 exercícios parecidos de adição por exemplo. O importante é que a criança sinta-se com capacidade de realizar o que lhe é proposto. O número elevado de questões, lhe deixa atrapalhada ao elaborar o raciocínio. Vale a pena separar os exercícios em etapas, dando 1 de cada vez, para não deixar a criança com vários na mesma folha sem saber onde os desenvolver. Separar em um tipo por folha facilita (exemplo:atividades de adição sem transporte (5+4) também é uma idéia a ser considerada, mas é preciso entregar uma folha por vez, para não assustar a criança com um bloco de folhas.À medida que ela for realizando vai recebendo as demais. Importante: o ritmo de cada criança é único e próprio. Numa próxima é interessante, que, conforme o prof. for percebendo, oferecer exercícios que tenham desafios maiores, apresentando cálculos com transporte, por exemplo.

Exercícios de adição e subtração são aconselhados a serem feitos em páginas diferentes, pois pode desorganizar o pensamento no primeiro momento.

3) Assim também acontece na hora de escrever ou ler histórias. É interessante que o professor sempre dê à criança a oportunidade de ler antes sozinha, apenas com os olhos, leitura silenciosa para se apropriar do que o texto aborda. Não se sentir sendo pega de surpresa. Sabemos que a criança com déficit tem inteligência, o que ela ainda não consegue é ter o grau de concentração por um tempo maior. A faixa etária também influencia muito nessa questão. Sua produção textual nem sempre será grande, com um número X de linhas. O fundamental é que o que conseguir produzir tenha qualidade e coesão.

4)Atenção à quantidade de exercícios propostos de tema: é necessário pensar que as atividades organizadas para serem feitas em casa, precisam ser feitas pela criança, sem cansá-la. O número excessivo de temas gera desmotivação e acaba sendo feito pelos pais, mudando o foco de quem de fato precisa fixar o conteúdo desenvolvido. Caderno cheio não é sinônimo de aprendizagem.

5)Cuidado com as expressões: "desatenta", "descomprometida"," não pensa", "não se concentra", "não pára".  Existem crianças que acabam apresentando características do déficit de atenção em função de ouvirem com tanta frequencia que são assim, criando um perfil e acreditando que funcionam assim mesmo. Por isso é tão importante que essas falas sejam repensadas, especialmente pelos adultos, que estão no entorno, pois as crianças observam e vão assimilando comportamentos de acordo com as caracterísitcas que o adulto espera.

6)A questão do déficit precisa ser bastante analisada. Muitas crianças são identificadas como portadoras do déficit sem ter sido observadas por pelo  menos 6 meses, saber se tem mais pessoas na família com as mesmas características.Nem sempre é caso de necessidade de medicação. As vezes é apenas situação de manejo e fundo emocional. O crédito atribuído ao potencial da criança é fundamental nessa construção da autoimagem.

7)Para crianças que estão aprendendo a escrever, o ato de soletrar facilita muito o significado da compreensão da escrita, eles vão se dando conta e os olhinhos brilham identificando as letras que precisam colocar.

8)Trabalhar as crianças a respeito da importancia de respeitar a todos os colegas é fundamental. Todos têm capacidade de vencer, porém cada um tem o seu tempo.

9)Organização é imprescindível para crianças com déficit. Ter uma rotina que organize cada momento é necessário.

10)Quando a criança mostra agenda para a família, muitas vezes o responsável diz: "deixa aí, que depois eu olho." Essa fala deixa a impressão para a criança de que os fatos referentes à ela não tem grande importância. Por isso, saliento, que as famílias procurem olhar com atenção e carinho as observações colocadas tanto no caderno, quanto na agenda do filho.